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𝐀𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐭𝐚𝐫𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐬𝐟𝐚𝐫𝐜̧𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐠𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨

  • Foto do escritor: Felipe Ramos
    Felipe Ramos
  • 24 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Quando uma vereadora da base aliada levanta a voz 𝐞𝐦 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐝𝐞𝐟𝐢𝐜𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 — 𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐜𝐚𝐫𝐠𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐢𝐬𝐬𝐨 —, não estamos diante de um governo democrático. Estamos diante de um governo que confunde gestão pública com fidelidade cega. A retirada de Pricila Barra da base do governo após ela expor o descaso com o transporte de crianças atípicas para terapias é uma clara retaliação autoritária.

Num regime verdadeiramente republicano, a crítica construtiva de um parlamentar não deveria ser punida, mas ouvida e acolhida. O prefeito Cristian Wasem, ao agir contra quem denuncia falhas, envia um recado perigoso: "quem diverge, cai".

Isso não é governar.

Isso é silenciar.

Ao invés de resolver o problema das famílias atípicas, o governo escolheu calar a voz que as representava. Uma postura incompatível com qualquer discurso de transparência, empatia ou inclusão. Um gestor público que teme o debate não lidera — impõe.

Essa decisão revela mais sobre o prefeito do que sobre a vereadora: autoritarismo, vaidade e despreparo para lidar com as dores reais da população.

A cidade de Cachoeirinha merece mais.

Merece um prefeito que sirva ao povo — e não a si mesmo.

Fonte | O repórter

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