top of page

Homem é condenado em Gravataí por matar ex-companheira e o novo namorado dela

  • Foto do escritor: Felipe Ramos
    Felipe Ramos
  • 12 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

O crime ocorreu na madrugada de 16 de julho de 2022, no Bairro Cruzeiro, em Gravataí. Segundo as investigações, o réu invadiu a casa onde a vítima morava e atirou contra o casal. Ketelyn foi encontrada morta dentro do imóvel, enquanto Robson estava caído junto à porta.

ree

O Tribunal do Júri de Gravataí condenou, nesta terça-feira (10), um homem de 37 anos a 41 anos e 10 meses de prisão. Ele foi considerado culpado pelo assassinato brutal da ex-companheira Ketelyn Mota Cabeleira, de 25 anos, e do namorado dela, Robson Fernando de Oliveira Ávila, de 22 anos. O crime ocorreu na madrugada de 16 de julho de 2022, no Bairro Cruzeiro, em Gravataí. Segundo as investigações, o réu invadiu a casa onde a vítima morava e atirou contra o casal. Ketelyn foi encontrada morta dentro do imóvel, enquanto Robson estava caído junto à porta.

Homem condenado por feminicídio e homicídio duplamente qualificado Na sentença, o homem foi condenado por feminicídio com as agravantes de motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o descumprimento de uma medida protetiva, que estava em vigor na época. Ele também recebeu condenação pelo homicídio de Robson, classificado como duplamente qualificado. A promotora de Justiça Priscilla Raminelli Leite Pereira, responsável pela acusação, afirmou que o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) irá recorrer da decisão. Embora a pena tenha sido considerada alta, a promotoria entende que alguns pontos foram desconsiderados e, por isso, há espaço para aumento. Segundo a promotora, “o MPRS ficou satisfeito com a condenação, porque as vítimas eram pessoas jovens, felizes, que estavam iniciando uma vida juntos, e que nada justifica aquela brutalidade do réu, que foi condenado a uma pena alta. Mas o MPRS ainda vai recorrer para aumentar a pena, porque entende que a sentença pecou em alguns aspectos. Espera-se que essa condenação sirva de exemplo para reforçar que não serão admitidos feminicídios em Gravataí. Além disso, as famílias e amigos das vítimas se mobilizaram e realizaram um ato pacífico em frente ao Fórum, acompanhando o julgamento até o final, que se encerrou após a meia-noite”. Medida protetiva ignorada O histórico do caso revelou que Ketelyn, técnica em enfermagem e socorrista voluntária, havia registrado um boletim de ocorrência semanas antes do crime. A Justiça chegou a conceder uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que foi ignorada por ele na noite do assassinato. Ainda assim, o acusado invadiu a casa e cometeu o duplo homicídio. Mobilização da comunidade Durante o julgamento, que avançou até depois da meia-noite, familiares e amigos das vítimas realizaram um ato pacífico em frente ao Fórum. Fonte: Clic Camaquã.

Comentários


bottom of page