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Trabalhadores da educação de Gravataí entram em estado de greve após mobilização pela valorização

  • Foto do escritor: Felipe Ramos
    Felipe Ramos
  • 12 de jun.
  • 3 min de leitura

A luta da categoria é pela negociação e reposição de 25% de perdas inflacionárias nos últimos 10 anos, pagamento de vale-refeição e melhores condições de trabalho no enfrentamento à violência dentro das escolas.

Professores lutam por melhores condições de trabalho em decorrência dos reiterados casos de violência que tem ocorrido em sala de aula | Foto: Leonardo Kerschner Gonçalves / SPMG / CP
Professores lutam por melhores condições de trabalho em decorrência dos reiterados casos de violência que tem ocorrido em sala de aula | Foto: Leonardo Kerschner Gonçalves / SPMG / CP

Trabalhadores de educação da rede municipal de Gravataí entraram em estado de greve nesta quinta-feira após realizarem um dia de mobilização, com paralisação parcial das atividades na quarta-feira, e caminhada pela área central da cidade com adesão de mais de 800 profissionais da rede. A luta da categoria é pela negociação e reposição de 25% de perdas inflacionárias ao longo dos últimos 10 anos, pagamento de vale-refeição, respeito à gestão democrática e por melhores condições de trabalho no enfrentamento à violência dentro das escolas.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG), Vitalina Gonçalves, disse que a categoria deve permanecer em estado de greve até julho quando uma nova assembleia, com indicativo de greve, será realizada para avaliar os avanços nas propostas oferecidas pelo governo municipal junto à pauta de reivindicações.

"As perdas inflacionárias são equivalentes a 12 meses de trabalho e o recebimento de apenas nove meses de salário. Ou seja, três salários deixamos para a inflação e isso faz toda a diferença no dia a dia do professor." Segundo Vitalina, a reivindicação pelo vale-refeição, no valor de R$ 27,50 por dia, é considerada uma vantagem temporária para auxiliar na alimentação e no rancho dos profissionais.

Além disso, segundo a presidente do Sindicato, os professores lutam por melhores condições de trabalho em decorrência dos reiterados casos de violência que têm acontecido dentro do ambiente escolar. "Precisamos de uma rede de apoio maior, com suporte emocional e educação inclusiva. Os professores estão adoecendo dentro das salas de aula.

Um ofício está sendo encaminhado nesta quinta-feira para o gabinete do prefeito com uma proposta alternativa que a categoria construiu de forma sensível. "A ideia é provocar o governo no sentido de que ele estude e venha para negociação com uma contraproposta que venha satisfazer os anseios da categoria. Estamos pedindo socorro! É nossa luta pela sobrevivência econômica" Gravataí tem 75 escolas municipais, sendo 12 de educação infantil, e cerca de 30 mil alunos matriculados na rede.

PREFEITURA APONTA QUE ESTADO DE GREVE COMPROMETE DIÁLOGO

De acordo com a prefeitura de Gravataí, a decisão pelo estado de greve compromete o diálogo pré-estabelecido com representantes da categoria, além das negociações já definidas anteriormente. O cronograma de ações já acordado entre as partes previa ações de curto e médio prazo para 2025, dentre elas a discussão da reposição perdas inflacionárias não pagas no governo anterior.

A prefeitura ainda trabalhava na alteração da lei que estabelece a data-base dos servidores, retornando para o dia 1º de maio. O Sindicato de Professores foi informado pela Procuradoria Geral do Município sobre a necessidade de respeitar a Lei da Greve e assegurar o funcionamento das escolas municipais. A administração não compactuará com o avanço de uma possível greve ilegal, priorizando a normalidade do ensino público de Gravataí.

Sobre a paralisação da quarta-feira, a administração esclarece que os profissionais que não compareceram às atividades regularmente terão registradas faltas no ponto. Das 75 escolas da rede municipal, 36 tiveram prejuízo total no atendimento aos alunos.

"Assumimos um compromisso de melhorar os resultados dos índices de educação básica de Gravataí, que estão entre os piores do Estado. As medidas de valorização dos professores e das categorias de gestão, priorizam o mérito do trabalho e dedicação dos profissionais, que são essenciais na melhoria dos resultados desejados", explicou o prefeito Luiz Zaffalon.

Somente em 2025, foram nomeados mais de 200 servidores da educação, impactando positivamente no cotidiano escolar. A infraestrutura das 75 escolas também está recebendo investimentos em reformas e melhorias em salas de aula e nos espaços de convivência.

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