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Descaso com enchentes deixa cidade desprotegida: gestão Cristian Wasem é alvo de investigação e prejuízo de R$ 700 mil

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Gestão atual precisou devolver recursos recebidos do Fundo Estadual de Defesa Civil do Rio Grande do Sul (Fundec/RS)


Cachoeirinha enfrenta atualmente as consequências de uma gestão marcada pelo descaso com a prevenção de enchentes. Documentos oficiais revelam que, durante o governo do ex-prefeito Cristian Wasem, o município foi deixado completamente desprotegido diante de eventos climáticos, sem obras estruturais, com equipamentos inoperantes e recursos públicos comprometidos.


De acordo com memorando expedido, nesta quinta-feira (9), pelo gabinete da prefeita interina, Jussara Caçapava, a atual administração encontrou um cenário alarmante: nenhuma obra de contenção de enchentes foi executada, enquanto as casas de bombas estavam em estado de inoperância, comprometendo diretamente a capacidade de resposta do município diante das cheias.


Além disso, aproximadamente R$ 700 mil deverão ser devolvidos ao governo do Estado, oriundos do Fundo Estadual de Defesa Civil do Rio Grande do Sul (Fundec/RS), em razão da ausência de projetos e da não execução das ações previstas, evidenciando falhas graves de planejamento e gestão.


O documento também aponta que não houve sequer a remoção adequada dos resíduos e entulhos das enchentes, incluindo materiais acumulados na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos (Smisu) e os destroços de centenas de casas atingidas pelo programa de compra assistida. A omissão manteve a população exposta a riscos sanitários, ambientais e estruturais, agravando a situação de vulnerabilidade.


Outro ponto crítico envolve indícios de irregularidades e possíveis desvios, já apontados por órgãos de controle interno, como a UCCI, levantando suspeitas sobre contratações realizadas durante o período das cheias.


O Comitê Municipal de Governo e Resiliência Climática, instituído nesta semana pela gestão atual, deverá ser comunicada oficialmente sobre o andamento da apuração para acompanhar e adotar medidas preventivas e estruturantes. O ex-prefeito deverá prestar esclarecimentos no prazo legal, com garantia de contraditório e ampla defesa.

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